21.2.12

crise existencial



Enjoei de toda essa mesmice. Toda essa rotina mal elaborada que se acaba em lágrimas a cada madrugada vazia. De pessoas que não sabem amar outras pessoas. Enjoei de gente pobre, que só tem dinheiro e mais nada.

E então eu procuro, de sorriso em sorriso e de palavra em palavra, alguma verdade.

Tudo se resume em decepção.

Gente fingindo amar, fingindo amor...

Logo eu choro, depois durmo. Acordo e tento outra vez.

24.1.12

Com amor, da idade da razão




Faz lembrar a infância e repensar num futuro melhor. Encanta os que ainda vivem em um pedaço do que já foi, do que passou. Desperta emoção naqueles que temem o que está por vir.

"A coisa mais importante do mundo é não esquecer a quem amamos".

12.1.12

essa educação modernizada



Eu cansei de viver com toda essa modernidade. Se pudesse, voltaria no tempo pelo menos uns 15 anos e tornaria a viver lá. É a época em que os pais educavam os filhos com amor, ensinando a cada um deles os verdadeiros valores da vida. Não que hoje as crianças cresçam sem amor e princípios, mas é inegável que os ‘bons tempos que não voltam’ ensinavam muito mais.

Hoje, tenho a sensação de que os pais “cospem” a educação aos filhos, compram patifarias tecnológicas e fazem com que se ocupem nesse monte de tralha. Julgam que um X-BOX, um IPAD ou sei lá o que mais, divertem o suficiente seus “bebês” alimentados por MC Donald’s e Hot Pockets. E o ciclo da vida vai agindo, a criança vai crescendo e mais tardar nos deparamos com alunos mesquinhos que tratam a todos com diferença e acreditam que com o “poder da tecnologia” são superiores aos outros. Desrespeitam professores e maltratam coleguinhas de menos poder aquisitivo. Mentem aos pais e passam a viver 24 horas conectados. O material de escola agora é um Tablet e toda aquela malícia de girar o caderno no dedo não é mais tão admirada.

A criança cresce fresca e mimada. Com a ajuda do Google e uma série de trabalhos preguiçosos ela se forma. Sem muito esforço convence seus pais de que Porto Seguro será a melhor viagem de formatura do mundo. Passa a vida discutindo sobre coisas super interessantes e que agregam um grande conhecimento. Digo isso da forma mais irônica possível, claro.

Entra para uma faculdade, onde os pais gastam milhares de reais na esperança do filho sair formado, trabalhando e orgulhar a família. Nada disso acontece. A culpa fica para os professores antipáticos e o mercado de trabalho que não está aquecido. Com muito pouco esforço consegue se formar. Torna a mentir aos pais, sugerindo um carro como “recompensa”. Ganha uma ECO-SPORT e consegue um emprego por indicação de algum amigo do tio. É frequentador assíduo de baladas. Leva vida fácil. Não sabe o real significado de ser humilde, tão menos da dignidade.

Conhece alguém, acredita estar amando (mesmo sem saber o que é isso), casa-se e tem um filho. O ciclo se repete. Nas férias vai à praia, e, dirigindo pela orla, ignora o mar e observa bem os prédios em construção, vendo ali uma nova oportunidade de negócio.


4.1.12

despedida de Felipe

O que são 9 anos de amizade?

E pensar que parece que foi ontem que o conheci. Meu melhor amigo, Felipe Dedonno.Tantas boas e desastrosas lembranças. Eu e minha perturbação mental de que ele falava mal de mim pelas costas, assim mesmo, "falar mal pelas costas", porque éramos de fato duas crianças.

Foi no ano de 2003 que nos conhecemos, em 2004 e 2005 nossa amizade foi se fortalecendo, e em 2006 não nos desgrudávamos. Meus diários não mentem. A memória pode até ser falha, mas eu transcrevia cada detalhe do meu dia em folhas enfeitadas... "Felipe é um dos meus melhores amigos no mundo...", em 10 de janeiro de 2006.

Sempre muito crítico, sincero e sonhador. Às vezes realista. Goza da liberdade desde que o conheci, ainda assim, nunca deixou de ser "responsável".

Já teve sua fase decisiva, quando assumiu ao mundo sua homossexualidade. "Mãe... eu sou diferente." -"diferente como?"...

Passou pela fase rebelde (diga-se de passagem, a pior). Transformou radicalmente todo seu visual, e em poucos dias em outra pessoa. QUE FASE!

Depois decidiu ser viajante, largar o ensino médio em pleno ano letivo e se jogar nas águas do Espírito Santo.  Voltou e conseguiu se formar. Nunca pegou uma 'DP', mesmo com tantas faltas. Estamos falando de inteligência aqui.

Pouco depois, eu mudei para Santo André e perdemos um pouco o contato, no entanto, continuávamos amigos. Nunca senti que nossa desaproximação pudesse ser tão forte a ponto de nunca mais nos unir. Certo dia o encontrei na avenida Paulista, assim por acaso. É muito coisa do destino mesmo, já que nos conhecemos e crescemos juntos em Itatiba. São Paulo parece enorme pra isso acontecer com a gente, mas aconteceu, e depois de meses, nos encontramos novamente. Dessa vez, para uma despedida.

Felipe vai para Manaus. Sente medo, porque não sabe ao certo se vai gostar, mas sabe que chegou a hora. Precisa trabalhar e estudar e o seu pai o aguarda com excelentes propostas.

Eu fico, com o coração apertado. Nem tanto pelo tempo, é a distância mesmo. E eu também temo. Temo que ele goste tanto de lá que acabe me esquecendo.

Ontem, confessei que sinto falta de amigos de infância, como ele. Amigos que estudaram junto comigo tempos atrás. Sobrou ele. Mais ninguém.

Nossa despedida foi um passeio turístico. Ontem andamos por boa parte de São Paulo, depois passamos a noite colocando todos os assuntos (e confissões) em dia, e hoje, fomos ao Edifício Copan.

Eu sei que vou superar essa despedida... Mas é meu melhor amigo. É um pouco triste mesmo. Acontece...

Por outro lado, fico contente em saber que depois de um bom tempo, o sentimento ainda é o mesmo. O mais nobre sentimento da amizade.

Agora só o que tenho a fazer é desejar SORTE. Coragem já existe de sobra e eu acredito nisso. Além da sorte e da coragem, muito AMOR.

Registro aqui o rosto mais lindo, o olhar mais sincero, o melhor amigo... Felipe Dedonno.


Meu amor, eu nunca vou te esquecer. Vai na fé que Manaus está pronta pra te receber! 

E por favor, vê se não fala mal de mim pelas costas. 



Um beijo e um queijo,

da amiga que se despede.